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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

As Luzes de Chanucá

Luzes
Aproximadamente há 2.100 anos, a Terra de Israel estava ocupada pelo império sírio-grego, governado por Antioco. Homem do mal, ele emitiu uma série de decretos com o propósito de forçar o Povo Judeu a abandonar o judaísmo e a adotar a ideologia e os rituais helenistas. Dentre seus esforços para extirpar o judaísmo, ele declarou ilegal o estudo da Torá e o cumprimento de vários de seus principais mandamentos. Ademais, os sírio-gregos profanaram o Tempo Sagrado de Jerusalém com seus ídolos.

Em resposta à opressão e aos decretos nefastos de Antioco, e percebendo que o futuro do judaísmo estava em jogo, um número pequeno de judeus, os Macabeus, em gritante inferioridade numérica, ergueram contra as forças de ocupação sírio-gregas na Terra de Israel. Ainda que fossem minoria – e de terem o apoio de apenas 10% da população judaica, que já estava se helenizando – os Macabeus derrotaram o poderoso exército sírio-grego, expulsando-os de nossa terra.

Quando reconquistaram o Templo Sagrado, em 25 do mês hebraico de Kislev, foram acender a Menorá do Templo – o candelabro de sete braços –, mas se depararam com o azeite de oliva ritualmente puro propositalmente contaminado pelos sírio-gregos. Encontraram, no entanto, um único frasco que havia escapado aos invasores. Continha apenas o azeite suficiente para acender a Menorá durante um único dia – e levaria oito dias para produzir azeite ritualmente puro.

Os Macabeus acenderam a Menorá com aquele pouquinho que, milagrosamente, durou oito dias – o tempo suficiente para a produção de novo azeite ritualmente puro. Para divulgar e celebrar esses milagres – o da vitória e o do azeite – nossos Sábios estabeleceram a festividade de oito dias de Chanucá.

O principal mandamento de Chanucá é o acendimento da Chanuquiá – uma Menorá de oito braços. Este ano, começamos a acendê-la no sábado à noite, após o término do Shabat, na noite de 24 de dezembro de 2016.

A Chanuquiá


Os elementos básicos de uma Chanuquiá são oito suportes para azeite ou velas. Adicionalmente, deve haver outro suporte para o Shamash – a vela “auxiliar”. Muitos têm o costume de usar velas de cera de abelha para o Shamash. Este fica um pouco acima ou abaixo do que as demais velas ou suportes para o azeite: é importante distingui-lo dos demais, senão poderia parecer que a Chanuquiá tivesse nove braços.

Uma vez acesas as velas de Chanucá, não se deve apagar o Shamash. São duas as razões para tal. Primeiro, o Shamash deve estar pronto para servir, fazendo jus a seu nome: no caso de uma vela ou pavio se apagar, pode ser aceso novamente com o “auxiliar”. Outra razão para deixarmos o Shamash aceso é a proibição de usar as luzes de Chanucá para qualquer outro propósito além de cumprir o mandamento de acender a Chanuquiá. Assim sendo, se alguém necessita de uma fonte de luz, por alguma razão, pode usar o Shamash, mas não uma das luzes da Chanuquiá.

Estas podem ser alimentadas por azeite ou pelas chamas de velas. Mas como o milagre de Chanucá envolveu o azeite de oliva – o suprimento de azeite para um dia que durou oito dias – é preferível acender a Chanuquiá com azeite em vez de velas. Deve-se dar preferência ao azeite de oliva como combustível e ao pavio de algodão porque estes produzem uma chama bem perfeita.
É importante notar que não se devem usar Chanuquiot elétricas. Elas podem ser colocadas em locais públicos para divulgar os milagres de Chanucá – mas não para cumprir o mandamento. Para isso, devemos acender as luzes da Chanuquiá com chamas reais, produzidas pela cera ou o azeite – como as chamas da Menorá do Templo Sagrado de Jerusalém.

O acender das luzes de Chanucá é um mandamento que cabe tanto a homens quanto a mulheres.
Algumas comunidades têm o costume de que o chefe da casa acenda a Chanuquiá enquanto todos os demais ouvem com atenção as bênçãos e respondem “Amén”. Em outras comunidades, todos os integrantes da casa, inclusive as crianças, acendem sua própria Chanuquiá. Qualquer que seja o costume, é importante que todos os judeus, de todas as idades, estejam presentes e envolvidos quando o mandamento de acender as luzes de Chanucá é cumprido.

Há, também, diferentes tradições sobre o local do lar em que se coloca a Chanuquiá. Alguns a colocam em uma entrada central, em uma cadeira ou uma mesa pequena perto do vão da porta onde está a Mezuzá. Dessa forma, quando as pessoas passam pelo vão da porta, estão rodeados por dois mandamentos – a Mezuzá de um lado e a Chanuquiá de outro. Outra opção é colocá-la no peitoral de uma janela de frente para a rua. Essa opção é preferível se as luzes de Chanucá puderem ser vistas pelo público passante.
As luzes de Chanucá são acesas noite após noite nesta festividade de oito dias. Acendemos uma luz na primeira noite, duas na segunda e assim por diante. Na oitava e última noite, acendemos todas as oito luzes.

Há diferentes costumes também acerca do horário exato para o acendimento. A maioria das comunidades o faz ao cair da noite – cerca de meia hora após o pôr-do-sol. Outras o fazem logo após o pôr-do-sol. Em qualquer dos casos, as luzes de Chanucá devem arder durante um mínimo de 30 minutos após o cair da noite. Qualquer que seja o costume seguido, na noite de 6a feira, todas as comunidades acendem as velas de Chanucá antes do sol se pôr e, no sábado à noite, após o cair da noite, pois é proibido acender fogo durante o Shabat. Portanto, ao entardecer da 6a feira acendemos a Chanuquiá logo antes de acender as velas do Shabat. Estas últimas tradicionalmente são acesas 18 minutos antes do sol se pôr.

Na 6ª feira, devemos usar azeite suficiente ou velas suficientemente grandes para que as luzes de Chanucá fiquem acesas durante meia hora após o cair da noite – cerca de 1 ½ horas após a entrada do Shabat. Uma vez iniciado o Shabat, não podemos reacender chamas apagadas nem mover de lugar a Chanuquiá; tampouco preparar as velas para serem acesas sábado à noite. Isso somente poderá ser feito ao término do Shabat. Sábado à noite, as luzes de Chanucá são acesas após a realização da Havdalá.

Deve-se acender a Chanuquiá tão logo seja permitido, porque maior mérito tem aquele que se apressa em cumprir os mandamentos Divinos. Portanto, somente se deve postergar o acendimento das luzes enquanto se espera pela chegada dos familiares que desejam estar presentes nesse momento tão importante. Se alguém perdeu o horário adequado do acendimento da Chanuquiá – por exemplo, por ter chegado muito tarde em casa – essa pessoa pode cumprir o mandamento desde que ainda haja gente na rua ou se outro membro da família estiver acordado para acompanhá-lo. Caso as ruas estiverem vazias e ninguém estiver acordado, ele poderá acender as velas, mas sem dizer as bênçãos que são recitadas antes de cumprir esse mandamento.

Após acender a Chanuquiá, é costume cantar canções tradicionais da festividade, como HaNerot Halalu e Maoz Tsur, devendo-se ficar em volta do candelabro durante meia hora, pelo menos. Uma das razões para tal é para assegurar que as luzes ardam, no mínimo, pelo tempo de meia hora. Às 6as feiras, quando as pessoas se preparam para ir à sinagoga ou para receber o Shabat, não é necessário sentar-se 30 minutos ao redor das luzes da Chanuquiá. Há uma tradição de que as mulheres não devem realizar tarefas domésticas enquanto a Chanuquiá estiver acesa. Desta forma, estão honrando as corajosas mulheres judias que ajudaram a assegurar a vitória militar dos Macabeus.

Em Chanucá, é tradição comer alimentos ricos em azeite, como os deliciosos sufganiot (sonhos) e os latkes (panquecas de batata fritas), celebrando também dessa forma o milagre do azeite.
Vimos um resumo das leis de Chanucá. Como dissemos, diferentes comunidades guardam diferentes tradições. Para maiores informações ou em caso de dúvidas, deve-se consultar com um rabino ou uma autoridade competente em Halachá, a Lei Judaica.

Celebrando o milagre


O mandamento fundamental de Chanucá é o acendimento das velas, ou, o que é ainda melhor, do azeite de oliva. Esse mandamento recorda os dois milagres que celebramos durante essa festividade. O primeiro foi o triunfo dos Macabeus sobre os sírio-gregos – superpotência militar à época, que ocupava a Terra de Israel. A revolta dos Macabeus foi uma resposta às atrocidades cometidas contra o Povo Judeu pelo exército sírio-grego e por sua campanha para coagir nosso povo a renunciar ao judaísmo e a se assimilar e abraçar as crenças helenísticas, seus ideais e sua cultura.

O segundo milagre foi o do azeite. O acendimento da Menorá com azeite de oliva ritualmente puro era um componente importante do serviço diário no Beit HaMikdash – o Templo Sagrado de Jerusalém. Após libertá-lo das mãos do exército invasor, os Macabeus encontraram um único frasco de óleo ritualmente puro, que escapara à profanação proposital pelos sírio-gregos. O frasco continha o azeite suficiente para acender a Menorá durante um único dia. Seriam necessários oito dias para produzir azeite ritualmente puro. Os judeus foram em frente e acenderam a Menorá com o que tinham. Mas uma ocorrência sobrenatural mudou o jogo: o azeite milagrosamente durou o tempo necessário para a produção de novo azeite ritualmente puro.

O fenômeno sobrenatural do suprimento de um dia ter queimado durante oito dias não foi apenas um milagre, mas também um sinal Divino de que os Macabeus deviam sua vitória militar à Providência Divina. Haviam lutado brava e valentemente, mas não fosse pela Mão Divina, eles não teriam triunfado. Eram um grupo pequeno de homens que se levantaram contra os gigantes militares da época. Tivesse tudo corrido de acordo com as leis da natureza, teria sido uma derrota fragorosa: as possibilidades de terem vencido eram tão remotas quanto o suprimento de um dia de azeite ter durado oito dias – praticamente impossível, não fosse a Ajuda Divina.

A festa de Chanucá, de oito dias, celebra milagres porque tudo nessa festividade é milagroso: a vitória militar, o fato de que os sírio-gregos tenham, de uma forma ou de outra, deixado passar um recipiente de azeite ritualmente puro e o fenômeno sobrenatural de que essa quantidade de azeite tivesse ardido oito dias – exatamente o número de dias necessários para a produção de novo azeite ritualmente puro.

Entre todas as festividades de nosso calendário, talvez Chanucá seja a mais conhecida e apreciada pelos não judeus. A Chanuquiá em locais públicos é acesa por muitos governantes e líderes políticos, inclusive aqui no Brasil. É acesa na Casa Branca e até no Kremlin.

O motivo para isso é que a mensagem de Chanucá é atemporal e universal – aplica-se a todos os seres humanos, independentemente de religião, nacionalidade e etnia. Os temas da festa ressoam no coração de todas as pessoas boas e decentes e a Festa das Luzes nos ensina que os milagres acontecem. Chanucá nos faz recordar, ano após ano, que, cedo ou tarde, a luz impera sobre a escuridão e, no fim, a bondade acaba triunfando sobre a maldade.

Que este mês de vitória conta a helenização greco-romana seja triunfal e as Luzes da Presença Divina esteja no lar de todos os adoradores sinceros do Eterno, Bendito Seja!

Fonte: morasha.com.br

domingo, 14 de agosto de 2016

O dia de Tish'á Beav



A menção do mês de Av nos faz automaticamente ligar com o trágico acontecimento que nele ocorreu - o dia de Tish'á Beav, onde, entre outras desgraças, os dois Templos Sagrados foram destruídos. Após o difícil período das três semanas, em que mantemos costumes de luto, começa o período de consolo, em que D'us volta-se a nós, após termos retornado a Ele.

 No dia quinze de Av - Tu Beav, o contraste torna-se mais aparente. Este é um dia de alegria, em que vários acontecimentos positivos aconteceram ao longo da história. Todos eles, marcam o término de algum fato negativo que estava ocorrendo em nosso povo. A demonstração de que D'us não mais estava irado conosco. Já pagamos pelos nossos atos. Nosso Pai nos espera agora de braços abertos. Está na hora de voltar... Uma pesquisa no Código da Lei Judaica não revela observâncias ou costumes para esta data, exceto pela instrução que, a partir de quinze de Av, deve-se aumentar o estudo de Torá, pois nesta época do ano as noites começam a alongar-se, e "a noite foi criada para o estudo." E o Talmud nos diz que, muitos anos atrás, as "filhas de Jerusalém iam dançar nos vinhedos" em quinze de Av, e "quem não tivesse uma esposa podia ir até lá" para encontrar uma noiva. E este é o dia que o Talmud considera a maior festa do ano, bem perto de Yom Kipur!

 Vamos explicar aqui um pouco sobre cada fato que ocorreu nesta data. Esperamos que, se D'us Quiser, neste ano seja somada a lista a união total entre nosso povo e Hashem, com a vida de Mashiach, que tanto ansiamos e necessitamos. 

1 - O dia em que acabaram-se os mortos do deserto Após o pecado dos espiões, em que o povo, guiado por seus líderes, não confiou nas palavras de D'us e não quis entrar na Terra de Israel, esta geração foi condenada a uma jornada de quarenta anos no deserto, até que todos acabassem falecendo, e então a geração mais nova ingressaria na Terra. Como o pecado ocorreu em Tish'á Beav, as mortes também ocorriam nesta data. Neste dia, todas as pessoas cavavam covas para si mesmas, e dormiam dentro delas. No dia seguinte, os que estavam vivos levantavam-se, e eram sempre quinze mil o número daqueles que pereciam. No último Tish'á Beav antes da entrada na Terra de Israel, todos os que haviam deitado dentro de suas covas, levantaram-se no dia seguinte. A princípio, pensaram que tivesse havido algum engano na contagem dos dias, e por este motivo, continuaram a dormir nas covas nos dias que se seguiram e continuaram vivos, até que no dia 15 viram a lua cheia, e tiveram certeza que o dia de Tish'á Beav havia passado sem que ninguém falecesse.

 2 - Casamentos entre as tribos e entre o povo e a tribo de Binyamin foram permitidos Desde a entrada na Terra de Israel, até o acontecimento de "Pileguesh Baguiva" (em que a tribo de Binyamin foi penalizada por seu comportamento incorreto), havia dois tipos de casamentos que foram proibidos: a - Casamentos entre as tribos: esta proibição foi transmitida por Moshê. Uma filha que tivesse herdado um terreno de seu pai, não poderia casar-se com um homem pertencente a outra tribo, pois desta forma, o terreno passaria a pertencer também a seu marido, prejudicando a tribo da qual ela provinha que perderia o direito sobre as terras. (Os primeiros quatorze anos na Terra de Israel foram dedicados à conquista e distribuição das terras entre as tribos.) b - Casamentos entre qualquer tribo e a tribo de Binyamin: Após o acontecimento de Pileguesh Baguiva, o povo fez a seguinte promessa: "Nenhum de nós dará sua filha a Binyamin por esposa." Após anos, os Sábios analisaram estas proibições e, sob inspiração Divina, chegaram a conclusão que os casamentos eram proibidos apenas por um certo período. Os casamentos entre as tribos foram proibidos por quatorze anos, tempo marcado pela ausência de uma demarcação fixa de terra que seria mais tarde destinada a cada tribo, o que naquela época impossibilitava as transferências de terra. Passado este período, a transferência das terras tornou-se viável. Os Sábios também provaram, que a promessa de não casar-se com a tribo de Binyamin era apenas para aquela geração, pois disseram: "Nenhum de nós" - e não "Nenhum de nosso filhos". As duas permissões foram dadas no mesmo dia: em Tu Beav. Por isso, este dia foi marcado por grande alegria e união entre nosso povo.

3 - O dia em que foi permitida a subida à Jerusalém

O perverso rei de Israel, Yerovam ben Nevat, havia retirado o trono real de Jerusalém, que D'us havia indicado como o centro do povo. Este postou dois bezerros de ouro, um em Dan e um em Bet El, para que o povo os idolatrasse. Contudo, muitas pessoas do povo continuaram subindo para Jerusalém, que sempre fora o centro espiritual do povo. Para impedi-los de ir a Jerusalém, Yerovam espalhou várias barreiras e guardas nos caminhos que as levavam até lá.
Estes obstáculos existiram até os últimos dias do reinado de Israel, quando o rei Hoshea ben Ela os anulou, e declarou: "Todo aquele que deseja subir a Jerusalém, que suba". Isto ocorreu no dia de Tu Beav, e foi motivo para grande alegria.
Apesar deste grande feito, o rei acabou sendo castigado. Antes dele, o povo também era idólatra, porém, a culpa recaiu sobre o rei, que não permitia que eles fossem a Jerusalém a procura de sua verdadeira espiritualidade. Hoshea permitiu que subissem a Jerusalém, dizendo "quem quiser - que vá". Porém, sua obrigação como rei era encorajar o povo a fazê-lo, coisa que nem ele mesmo fazia, por também não andar no bom caminho. Enquanto a culpa pertence ao indivíduo, D'us não castiga o povo. Porém, quando Hoshea anunciou a permissão, todo o povo foi culpado por não ter subido à Jerusalém, e por este motivo, acabaram sendo exilados.

4 - O dia em que terminavam de trazer lenha ao Templo

Após a reconstrução do Segundo Templo Sagrado, nos dias de Ezra e Nechemia, era grande a dificuldade de encontrar árvores para utilização da madeira na queima dos sacrifícios no altar, pois a terra encontrava-se devastada. Por isso, quando alguém doava lenha ao Templo, seu ato era meritório e muito festejado. Afinal, se não houvesse lenha não haveria possibilidade de oferecer sacrifícios, e o ofício do Templo teria que ser cancelado. Tão significativa era a importância deste ato, que os inimigos, desejosos de arruinar os serviços do Templo Sagrado, impediam as pessoas de chegar com lenha a Jerusalém.

O última dia do ano em que cortava-se lenha para o Templo era o dia quinze de Av. Após esta data, o calor do sol já não era tão intenso, e as madeiras, que não estavam tão secas, corriam o risco de serem infestadas por insetos, invalidando sua utilização no altar. Portanto, o último dia de verão, em que a mitsvá das lenhas era terminada, era festejado com grande alegria.

5 - Os mortos de Betar foram enterrados

Adriano, o perverso imperador romano, havia feito um genocídio na cidade de Betar, e para ter maior prazer com a derrota dos valentes sábios judeus, deixou seus corpos abandonados, jogados em um vinhedo. Após um certo tempo, ascendeu um novo rei que permitiu que estes corpos fossem finalmente enterrados. Todo o povo uniu-se para cuidar do enterro de seu irmãos. Isto ocorreu no dia de Tu Beav.

Nesta data, os Sábios acrescentaram a bênção de Hatov Vehametiv - o "Bom que faz o bem", no Bircat Hamazon. E explicaram: "O Bom" - pois os corpos não apodreceram enquanto não haviam sido enterrados. E "que faz o bem" - pois fez com que acabassem sendo enterrados.
Assim como nós abençoamos D'us pelos milagres que faz, devemos abençoa-lo por acontecimentos que não nos parecem tão positivos, e acreditar que tudo que vem Dele é para o bem.

Fonte: PT.CHABAD.ORG

segunda-feira, 7 de março de 2016

BÊNÇÃOS ANTERIORES AO ALIMENTO

 Antes de compartilhar qualquer alimento, é dita a Berachá Rishoná (bênção preliminar).

Há seis diferentes bênçãos, cada qual começando com as mesmas palavras: "Baruch Ata, A-donai, E-lo-hê-nu Melech Haolam..." (Bendito és Tu, o Eterno, nosso D-us, Rei do Universo...") e concluindo com as palavras relacionadas ao tipo de alimento que vai ser ingerido.

 Segue-se uma transliteração de cada bênção em hebraico, com exemplos dos alimentos que a requerem:

 1) - BARUCH ATÁ, A-DO-NAI, E-LOHÊ-NU MELECH HAOLAM, HAMOTSI LECHÊM MIN HAARÊTS. (Bendito és Tu, ó Senhor nosso D-us, Rei do Universo, que extrai pão da terra.)
Exemplos: pão, beiguels, Chalá, Matsá, pita e pães feitos de um dos seguintes cinco grãos: trigo, cevada, centeio, aveia ou espelta. Nota: muitos dos alimentos acima, especialmente Beiguels, pitas e pães doces, podem requerer uma bênção de Mezonot, dependendo dos ingredientes.

 2) - BARUCH ATÁ, A-DO-NAI, E-LOHÊ-NU MELECH HAOLAM, BORÊ MINE MEZONOT. (Bendito és Tu, ó Senhor nosso D-us Rei do Universo que cria varias espécieis de sustentos)
Exemplos: bolos, cereais, biscoitos, bolinhos, roscas e massas se feitos de um ou mais dos cinco grãos listados na primeira bênção.

 3) - BARUCH ATA, A-DO-NAI, E-LOHÊ-NU MELECH HAOLAM, BORÊ PERI HAGÁFEN. (Bendito és Tu, ó Senhor nosso D-us, Rei do Universo, que cria o fruto da vinha.)
Exemplos: vinho e suco de uva.

 4) - BARUCH ATÁ, A-DO-NAI, E-LOHÊ-NU MELECH HAOLAM, BORÊ PERI HAÊTS. (Bendito és Tu, ó Senhor nosso D-us, Rei do Universo, que cria o fruto da árvore.)
Exemplos: Todas as frutas de árvores permanentes, tais como maçãs, laranjas, pêssegos, etc., mesmo se essas frutas forem secas; também uvas, uva-passas e todas as nozes, com exceção de amendoim.

 5) - BARUCH ATÁ, A-DO-NAI, E-LOHÊ-NU MELECH HAOLAM, BORÊ PERI HAADAMÁ. (Bendito és Tu, ó Senhor nosso D-us, Rei do Universo, que cria o fruto da terra.)
Exemplos: Todos os leguminosos que crescem na terra, incluindo amendoim e algumas frutas, tais como banana, melão e abacaxi.

 6) - BARUCH ATA, A-DO-NAI, E-LOHÊ-NU MELECH HAOLAM, SHEHACÔL NIHYÁ BIDVARÔ. (Bendito és Tu, ó Senhor nosso D-us, Rei do Universo, que tudo vem a existir por Seu verbo.)
Exemplos: doces, laticínios, ovos, peixe, líquidos, carne, cogumelos e tudo o que não estiver incluído nas cinco bênçãos anteriores. Nota: as bênçãos acima se aplicam a alimentos em sua forma básica; entretanto, elas podem variar quando esta forma for modificada através de processamento ou quando os alimentos são combinados.

Baruch Hashem, Ha Kadosh Baruch Hu!