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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

MITZVAH POSITIVA DO TIPO FAÇA NUMERO 12

Esta Mitzvah de número doze é o mandamento Divino através do qual D'us ordena ao Yehudim usar o Tefilin (Letotafot) na cabeça entre os olhos.

Fala sobre a obrigação do Yehudim, assim que o sol nasce pela manhã colocar o TEFILIN DA CABEÇA [TEFILIN SHEL ROSH].

Conforme expresso em Devarim Capitulo 6 Versículo 8 (parte b do versículo):
"... e serão por filactérios (do hebraico letotafot ou seja marca) entre teus olhos."




No original:
Ukshartam le'ot al-yadecha vehayu letotafot beyn eyneycha.

Este mandamento é repetido 4 vezes na Torah.

Mas o que é o Tefilin?
O termo Tefilin é reminescente da palavra Tefilá (prece).
Consiste em duas pequenas caixas quadradas de couro de um animal casher, permitidos para consumo. Devem formar um quadrado perfeito e as tiras de couro devem ser pintadas de preto, sem qualquer falha. Dentro de cada caixa encontram-se escritos em pergaminho (que também é feito de um animal casher), quatro parágrafos da Torá.

A instrução da Torá no diz apenas que devemos "devem ser como lembrança entre os olhos". Os detalhes de como devem ser escritos, preparados, encaixados foram transmitidos através da Tradição Oral, a partir de Moshê (Moshé) que recebeu todos os detalhes do procedimento diretamente do Eterno D-us (Bendito Seja) até que foram anotados pelos sábios na Mishná, no Talmud e no Shulchan Aruch, para que não fossem perdidos.
A caixinha é chamada de shel rosh "da-cabeça".

A "de-cabeça" é colocada acima da testa, de maneira a pousar sobre o cérebro. Contém quatro divisões com pergaminhos sobre os quais estão escritas quatro passagens da Torá.
A Torá descreve Tefilin como um sinal de envolvimento do indivíduo expressando seus sentimentos básicos de identificação e valores judaicos.


O que contem dentro do Tefilin?
Os quatro parágrafos da Torá que se encontram dentro dos Tefilin são:
  • Shemá Israel - Proclama a Unidade Divina, base fundamental da fé judaica: descreve a ordem Divina de colocar os Tefilin sobre a mão e a cabeça.
  • Vehayá Im Shamoa - Expressa a promessa de D'us, da compensação que nos advirá da observância dos preceitos da Torá e o aviso da retribuição pela desobediência aos mesmos
  • Cadêsh Li - O dever de Israel de sempre relembrar a redenção da escravidão no Egito.
  • Vehayá Ki - Recorda o dever de cada pai judeu de ensinar a seus filhos todos estes temas.
Por que colocar Tefilin?
As mitsvot, preceitos judaicos, são mandamentos Divinos que cada Yehudim deve cumprir. Cada mandamento tem uma maneira particular de beneficiar o judeu que a pratica. A Torá diz sobre os Tefilin: "E verão todos os povos do mundo que o Nome do Eterno é invocado sobre ti e te temerão".
O indivíduo deve lutar pela perfeição que só pode ser atingida quando cabeça, coração e mão funcionam juntos, os sentimentos do coração, o entendimento da mente e as ações da mão devem estar em consonância uns com os outros.
O próprio ato de colocar Tefilin fornece uma infusão de força espiritual ao seu usuário, capacitando-o a viver uma vida em harmonia e total equilíbrio da mente, coração e ação. Os Tefilin nos ensinam que os desejos do coração podem e devem ser dominados e elevados por intermédio dos princípios da Torá.
Um outro significado é descrito no livro do Zôhar diz que atando os Tefilin, "se amarra o instinto maligno" da pessoa. Daí a sua colocação no lado esquerdo, lado mais fraco. Assim o braço não está mais livre para mover-se contra a vontade de D'us. As correias atadas envolvendo o braço com os conceitos enunciados nos Tefilin, são para lograr que o ser humano alcance o nível predisposto de "Amarás a D'us com todo teu coração, com toda tua alma e com toda a tua força", conforme o Shemá Israel, presente nos Tefilin.


A Cabalá ensina que a alma do homem é composta de dez atributos, que equivalem aos dez canais de Energia Divina que fluem no mundo. Estes canais são conhecidos como as Sefirot. Três delas são atributos intelectuais, enquanto que as demais sete são atributos emocionais. Quando um homem usa os Tefilin, ele une sua alma - suas três Sefirot intelectuais, simbolizadas pelo Tefilin da cabeça, e as sete emocionais, simbolizadas pela tira do Tefilin da mão, que é enrolada sete vezes em seu braço - a D'us, Ele Mesmo.
Sendo os caminhos do Eterno um caminho de prática e não de filosofia, que cada Yehudim se esforce em praticar todas as manhãs a Mitzvá do Tefilin da Cebeça junto com a próxima Mitzvah que complementa esta que é a do Tefilin do braço que iremos falar no próximo estudo.


Shalom a todos e até a próxima!


Bibliografia: 
Chabad => http://www.chabad.org.br/mitsvot/tefilin/passoApasso.html
Morasha => http://www.morasha.com.br/conteudo/artigos/artigos_view.asp?a=711&p=0
Livro: Sefer Hamitsvot do Rambam - Editora Sefer
Livro: Shulchan Aruch



domingo, 28 de dezembro de 2014

O Primeiro e mais difícil Exílio

A nação judaica passou por quatro exílios. O primeiro no Egito, o segundo na Babilônia, o terceiro na Assíria. O quarto e último exílio é aquele onde estamos nos últimos dois mil anos, o "exílio de Edom". (Edom significa Roma, e simboliza os países do mundo ocidental).

A porção Vayigash da Torá delineia o início da jornada do povo judeu ao exílio. D'us apareceu a Yaacov e prometeu: "Eu descerei com você ao Egito, e certamente o farei subir novamente."

Animado com essa promessa, Yaacov e seus filhos desceram ao Egito e começaram a estadia de 210 anos do povo judeu naquele país. Em muitos aspectos o exílio no Egito foi o mais difícil de todos; ocorreu antes da Outorga da Torá, que concedeu às futuras gerações a força para tolerar o sofrimento. E também, como ocorre com outras experiências dolorosas, a primeira vez que a ferida ocorre é sempre a mais profunda e a mais difícil de superar.

Além disso, o exílio dos judeus no Egito diferiu dos exílios futuros porque todos os judeus estavam envolvidos. Os exílios posteriores encontraram os judeus dispersos em todo o mundo, assegurando que toda vez que os judeus fossem discriminados em um país, houvesse outras terras nas quais pudessem desfrutar relativa liberdade, e pudessem ajudar seus irmãos.

Além disso, o próprio Egito era um país que apresentava dificuldades específicas. Não somente era espiritualmente corrupto, como nossos Sábios o descrevem como um país fortificado do qual nem um único escravo conseguia escapar.

O primeiro e mais difícil exílio serviu a um propósito positivo – agir como preparação para a Outorga da Torá no Monte Sinai. O Egito foi a provação na qual a nação judaica foi purificada e tornada digna da Torá.

Aprendemos isso do nome hebraico para Egito, Mitzrayim, que vem da palavra que significa "limitação" e "constrição". Quando o fluxo da água é bloqueado artificialmente colocando-se uma obstrução no seu caminho, a água flui ainda mais fortemente por causa do obstáculo temporário. Quando alguém segura o polegar na boca da torneira para obstruir parcialmente o fluxo, a água sai ainda mais fortemente da torneira.

Assim é o Divino propósito do nosso exílio, descobrir em cada judeu as forças ocultas e os depósitos de fé que estão na alma judaica. As dificuldades e pressões do exílio fazem estas qualidades interiores e o auto-sacrifício serem revelados.

A experiência do exílio pode ser usada em nosso maior benefício – para fortalecer nosso compromisso com a Torá e mitsvot. Assim como os judeus terminaram por deixar o Egito vitoriosos e com "grande riqueza", que sejamos dignos de trazer a Era Messiânica, agora.

Fonte: pt.chabad.org